domingo, 16 de novembro de 2008

Litoral Norte. Um Mar de Nuvens!!

15/11/08:

Sábado 07:00 h. Descendo a serra na rodovia dos Tamoios, me deparei com um visual incomum.
Ué! O céu caiu no mar? Ou o mar virou nuvens.
Estava tão lindo que não havia lugar onde estacionar o carro para tirar umas fotos.


Praia de Caraguatatuba.


Canal de São Sebastião. Ilhabela ao fundo.

Desta vez desci sozinho. A Angela não acreditou que iria fazer um final de semana com bom tempo. Dançou! Deu sol no sábado e no Domingo.

Sai sozinho do Saco da Ribeira rumo a Ilha Vitória. A previsão era de vento fraco SE.
Levantei as velas na poita. Velejei até a Ilha Anchieta.

O Veleiro Diva, MB 45 pés.


Ilha do Mar Virado.


O Capitão.


Ilha dos Porcos, Ponta Sul da Ilha Anchieta.

Aí o vento morreu. Motor a 2500 rpm e lá vamos nós em direção a Ilha Vitória.

A 15 milhas (28 Km) do Saco da Ribeira.


Ilhota do lado Oeste da Ilha Anchieta.

Cheguei na Ilha Vitória por volta das 16:00hs. Dei meia volta e aproveitei o ventinho favorável e retornei para o Saco da Ribeira.


Saindo da Ilha Vitória em Asa de Pombo.


Fim de tarde. Eu nunca deixo de curtir um pôr do sol!


Ainda distante... Ilha Anchieta.
Anoiteceu. Eu resolvi pescar. Joguei âncora na ponta da Praia da Sete Fontes. Tentei pescar por cerca de uma hora. Mas como sempre nada!
Fui então para a Praia do Flamengo. Peguei uma poita próximo de três lanchas (Iates), estava louco para fazer minha janta. Preparei um risoto Panco, aquele que é só esquentar o saquinho.
Meus vizinhos nobres estavam fazendo um churrasquinho em um das lanchas. Estavam ancorados no contra-bordo um do outro. O cheirinho de churrasco invadiu o Tukurá. Uma sacanagem para quem estava o dia todo sem comer.
Abri um vinho Lambrusco que estava geladinho me esperando. Quase acabei com a garrafa!
Fui dormir... Quando acordei. Putz, que dor de cabeça!!! Parecia que tinha um martelo me batendo por dentro.
Levei duas horas para arrumar as coisas e fechar o barco. Cada vez que eu abaixava para amarrar ou arrumar algo, o marterlo voltava a me castigar.
Ó que não foi praga da patroa. A Chefia foi muito legal comigo neste final de semana. Ela deve ter entendido o quanto eu estava precisando de um dia anti-stress no Tukurá.
Bons Ventos!

domingo, 7 de setembro de 2008

Ubachuva

06 e 07/09/08:

Depois de quatro finais de semanas esperando pelo sol, decidimos descer para Ubatuba, para aproveitar uma janela de bom tempo que a previsão anunciava. Mas a janela estava fechada!

Foi um final de semana sem o tal sol. Sábado até que não foi dos piores. Pela manhã saiu um solzinho e a tarde nublou.

Fomos passar o dia no Tukurá. Nem saímos da poita. Mas foi muito gostoso ficar lá sentindo o balancinho do barco, olhando a Praia da Ribeira, vendo a Isabela compartilhando do mesmo prazer que eu. Ficar lá apenas sentindo a vida, decorada pela natureza ao nosso redor, perfumada pela maresia e simplesmente notando que estamos vivos!

Domingo não deu samba. Até chegamos ao pier para embarcar, mas começou a garoar. A Isabela e a Angela voltaram para a pousada. Eu fui sozinho para o barco. Como sempre, fui eliminar um dos itens da lista de pendências do barco. Esta lista nunca acaba!

Bons Ventos.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Cruzeiro Costa Leste 2008 - CCL

22 à 27/07:

Convidado pelo Augusto e Sílvia, não pude deixar de embarcar no Brisa-Sul, para fazer uma viagem que a muito tempo eu desejava. Fazer a travessia Búzios - Vitória-ES sempre foi meu objetivo. Ainda não foi desta vez que o Tukurá navegou por aquelas águas, mas eu tive a oportunidade de acompanhar o Augusto neste trajeto. Em Maio de 2007, fui com o Tukurá até Búzios. Naquela oportunidade o Augusto e a Sílvia me acompanharam.

Cheguei em Búzios no dia 22/07. Fui direto para o Iate Clube Armação de Búzios. Os 50 barcos do Costa Leste - CCL estavam lá nas poitas querendo ser arrancados pela forte lestada que soprava forte desde a noite passada (Há quem diga que durante a noite bateu nos 40 nós!).

Além do Augusto e da Sílvia, estavam o Deivid, Allan e sua namorada. O Deivid foi embora logo depois da minha chegada. Ele fez a travessia Rio-Búzios. O Daniel, irmão do Deivid, chegou depois para continuar a viagem conosco.

Os dias em Búzios foram sempre ensolarados. O pessoal do CCL se reunia toda manhã para discutir e decidir sobre a largada para Vitória.
Organizaram um churrasquinho para confraternizar o pessoal.


O final da tarde foi um presente de Deus.

Encontrei o Alberto e a Rô do Dona Rô e o Sergio e Jonas do Fandango (estavam como tripulantes do RedBoy).

Tivemos que esperar a entrada de uma frente fria para zarpar de Búzios. Na quarta o vento virou e soprou um SW durante todo o dia. Mas o comodoro do CCL, Janjâo, não quis sair, pois a previsão era de que o vento viraria novamente para NE. E assim aconteceu.
A saída foi às 22:00 hs da quinta-feira, dia 24. Zarpamos com um NE na cara.

Motoramos durante umas 20 horas, até virar o Cabo de São Tomé. O barco batia muito, pois as ondas estavam um pouco altas. Não passávamos de 4 nós de velocidade. Tentamos velejar, mas não deu para enfrentar o forte vento contra.

Daniel passou muito mal durante toda viajem.
Comandante e a Almiranta

Quando estávamos a umas 10 milhas do Cabo de São Tomé, já na tarde da sexta-feira, levamos o maior susto. Eu estava dormindo, quando o Augusto chamou preocupado. Um barco de pesca, começou nos seguir. Os caras davam sinal para que agente parasse. Dei sinal para o comandante do barco falar pelo rádio VHF. Mas ele não aceitou. Continuou investindo para cima do Brisa. O Augusto fazia umas manobras fugindo deles. Chamei o pessoal do cruzeiro no rádio. Pedi informações dos que já haviam passado por aquela região, para saber se alguém foi interceptado por aquele barco. O Toriba, comodoro da nossa flotilha, falou que não soube de nada. O Toriba falou no ar, que não nos preocupássemos, pois estávamos em 50 barcos e se fosse necessário apareceria socorro. Coincidência ou não os barco parou de nos seguir.

No final do dia 25, após 20 horas de motorada o vento SW apareceu. Virou e soprou por volta de 18 a 20 nós à nosso favor.

O Brisa estava armado com a mestra. Velejamos só com a mestra até de madrugada. Ficamos com receio de um Jibe involuntário. Esta manobra é perigosa, pois a vela passa de um lado para outro, subitamente, e pode danificar o barco ou até mesmo acertar alguém. Então baixamos a mestra e abrimos a genoa.

Eu estava muito ruim da garganta, pois havia passado o maior frio na noite passada. E na segunda noite de navegação foi ainda mais fria com aquele vento vindo do sul.

No sábado, dia 26, pela manhã, começamos a se aproximar de outros barcos. Chegamos bem perto do Tuareg. Veleiro de aço que fica em Paraty. Um pouco antes vi uma baleia mergulhando, mostrando o rabo. Chamei a tripulação para ver, mas ela não apareceu mais. Quase que eu provoquei um acidente. Foi hilário ver a Sílvia e o Augusto pulando da cama correndo, patinando e tentando passar juntos naquela portinha do barco.

Passei por mentiroso, até que uma outra baleia apareceu bem próximo do Tuareg. Ele passou pelo lado do Tuareg e reapareceu na proa. Minhas fotos não ficaram muito boas, mas não vou deixar de mostrar, né?

Quando estamos navegando longe da costa e de outras embarcações, perdemos a noção da altura das ondas. Quando nos aproximamos do Tuareg, pudemos ver o quanto as ondas estavam altas. Não era de se assustar, mas sim de apreciar o movimento das águas.



Encontramos muitos navios e embarcações de pesca durante o trajeto. A chegada em Vitória é sempre feita com atenção, devido ao tráfego de navios e rebocadores.
Navio Hi-tech.
Desde nossa saída de Búzios não víamos terra. Navegamos entre 10 a 20 milha (18 a 35 Km) da costa. Ao se aproximar de Vitória avistamos Vila Velha.
Tripulação animada para a chegada em Vitória.
Em seguida avistamos a cidade de Vitória. Suas ilhas, pedras, prédios e a ponte que liga Vitória à Vila Velha.
Chegamos ao Iate Clube Espírito Santo por volta das 14:00 hs.
Ancoramos dentro da nova piscina, mas não pudemos ancorar no pier.
No domingo pela manhã me despedi do pessoal e voltei para São Paulo.
Valeu a experiência. Espero que a próxima seja de Tukurá!
Bons ventos.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Rumo ao Rio a bordo do Brisa-Sul.

30/06:

Foi um grande prazer acompanhar meus amigos Augusto e Sílvia, de Ubatuba até o Rio de Janeiro. Como sempre me senti muito a vontade com eles.
Segui de ônibus para Ubatuba junto com a Sílvia, pois o Augusto já estava lá finalizando os preparativos para a viagem. Chegamos em Caraguá a noite, pouco antes das 22:00 h. O que por uns minutos, não nos permitiu fazer as compras para a saída durante a madrugada.
O jeito foi sair na manhã de sábado. Assim conseguimos zarpar as 11:30h, com o leve vento leste soprando na cara.
Mestra em cima, motor ligado, lá vamos nós. Eu, Augusto, Daniel (filho do Augusto) e a Sílvia.

Minha previsão é que gastaríamos umas 25 horas no máximo. Mas errei!
No través da Ilha de Couves o leste começou a apertar. Virou uma lestada mais intensa. O Augusto resolveu abrir a genoa e mudar o rumo para ESE para tentar ganhar velocidade e avanço. Nos afastamos umas 10 milhas da costa. Na linha da Ponta Negra fizemos um bordo para tentar chegar velejando até a altura da Joatinga. Mas o vento apertou. O negócio foi acelerar o motor com mais uns RPMs e seguir o rumo do RJ.
A noite chegou e o vento não cessou, conforme eu achava. Desta vez não desligaram o ventilador às 17:00 hs como de costume.
A bateção foi total. O Daniel começou a passar mal e não mais melhorou, até a chegada no RJ. Aliás só eu não fiquei mal. O Augusto estava bem, até tomar um banho de diesel na hora de reabastecer o tanque principal.
Avançávamos 2,5 - 3 nós em média. Passamos umas 11 horas apanhando do vento e do mar. Augusto e Eu nos revezamos durante a noite para conduzir o Brisa. A cada pancada era uma lavada.
Quando amanheceu, decidimos seguir rumo a Ilha Grande, pois eu teria um compromisso na segunda-feira em SP (uma entrevista para um emprego). Naquelas condições não teríamos tempo nem diesel para alcançar o RJ.
O melhor do amanhecer foi a pescaria. Eu havia lançado uma iscar artificial desde Ubatuba. Ainda na penumbra da noite, com o sol ainda escondido atrás do horizonte, percebi que as gaivotas estavam mergulhando para capturar seu café da manhã. Pensei comigo: - Aí tem peixinhos! Se tem peixinhos tem peixões na caça. Dito e feito! Não deu cinco minutos para que o molinete começasse a cantar. Quando consegui pegar a vara para recolher o carretel estava como apenas umas voltinhas de linha. Aí foi legal. Recolher aquele peixe foi uma grande emoção. O danado fez uma força impressionante. Fiquei com os braços cansados de enrolar e puxar toda aquela linha. Quando o bicho chegou próximo do barco, pensei que a vara iria quebrar. Virou um "U". Que vigor que tem este bicho! Quando ele apareceu na flor d`água, deu para ver que era um dourado.

Estimei que ele tivesse uns 3,5 a 4 Kg. (Só na segunda-feira soube que tinha 3 Kg).

Lindo animal! Deu vontade de devolver, mas perdemos muito tempo para tirar o anzol dele e acho que com isto ele não aguentaria se recuperar no mar. Vamos comê-lo então!!

Conseguimos velejar na direção da Ilha Grande em orça forçada. Quando chegamos mais próximos da ponta da Marambaia, percebemos que o vento havia rodado para N/NE com menor intensidade, permitindo que nós seguíssemos para o RJ com uma boa velocidade (4,5 - 5 nós). Decidimos então persistir na viagem direta para o RJ. Além do mais, deixar o barco em Angra seria uma alternativa muito complicada para re-ajustar nossa logística de viagem.
Com as novas condições tínhamos um ETA previsto para às 18:00h do domingo. Ótimo!!!
Por volta das 16:00h estávamos chegando na praia do Recreio, no final da Barra da Tijuca.

Foi a primeira vez que eu havia chegado durante o dia no RJ. Já havia navegado lá mas saindo do RJ. De qualquer forma, chegando ou saindo, o Rio de Janeiro é realmente maravilhoso!

Assistimos o pôr do sol de camarote, olhando a cidade maravilhosa escondendo o sol lentamente, atrás daquela paisagem.

O sol passou bem atrás do Cristo Redentor e mergulhou no oeste, deixando saudades daquele momento mágico.

A chegada no Iate Clube do Rio de Janeiro foi às 18:30 h. 31 horas depois da partida de Ubatuba.

Papai do Céu, mais uma vez obrigado pela sua proteção. Obrigado pelos bons pensamentos que estiveram presente em minha mente durante toda viagem, enchendo meu coração de sentimentos de paz e de amor.

Bons Ventos.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Tukurá reparado!

20/06:

Finalmente consegui finalizar os trabalhos no Tukurá.

Como é difícil conduzir as coisas com o mão-de-obra no litoral!
Não posso dizer que eles estejam errados quanto ao ritmo de vida. Mas com respeito ao comprometimento, posso me queixar de todos.
Se não for aos olhos do dono o boi não engorda, tampouco os barcos navegam.

Além do reforço do cavername, o Tukurá recebeu alguns agrados. Substituí as espumas de todas camas e sofás (Agora é ortopédico. Acho que vou ter que colocar uma camada adicional de espuma mais macia. Ficou uma tábua!). Instalei uma bateria 150 Ah para alimentar exclusivamente os itens de serviço (iluminação, instrumentos, bombas d`água, rádio, TV...). Para manter esta bateria carregada, foi instalado uma pequena plana sonar de 10W com um controlador de carga. Desta forma espero conseguir recarregar a bateria após um final de semana de uso. Também instalei uma antena de TV e uma luz de ancoragem (de LEDs) no tope do mastro.
O reparo em uma das caixas de água não resolveu o problema de vazamento. Vamos ter que refazer o serviço, para eliminar este vazamento que ocorre quando o tanque está cheio. Vamos ver se o cara da fibra honra o compromisso!!

No mais, agora é só velejar. Isto é que é difícil!

Bons Ventos.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Em Manutenção!!

15/05/08:

Dizem que ter um barco é como ter uma amante. Você só o (a) encontra vez em quando, está sempre em segundo plano no seu dia-a-dia, sempre dá despesa, sempre dá um medo quando sai com ele (a), sempre gasta mais do que poderia gastar, sempre tem que dar um trato nele (a) e sempre ficamos esperando a hora de sentir novamente aquele tesão do último encontro!

Eu optei somente pelo barco!

O Tukurá está em manutenção. Vou fazer um reforço no cavername sob o pé do mastro. O MOD 30 tem uma deficiência na construção dos cavernames. Os carvernames são construídos originalmente com madeira revestida de fibra de vidro. Com o tempo a madeira pode apodrecer pela umidade.

Antes que isto aconteça no Tukurá, decidi reforçar as travessas (cavernas) na região do mastro. Prefiro pecar por excesso!

Será um trabalho rápido, talvez umas duas semanas.

Foi necessário retirar o mastro, para permitir a remoção do poste interno que sustenta o mastro.


Após instaladas duas novas travessas e reestruturado a fixação do poste com uma base de aço inox, o mastro será re-instalado.

Aproveitei para instalar uma antena de TV e uma luminária de fundeio no topo do mastro. Instalei também uma nova bateria de 150 Ah, para alimentação de serviço (instrumentos, rádio, iluminação, inversor 110 Vac, etc).

Outra melhoria, foi a troca das espumas das camas e beliches. Tudo novo e ortopédico!

Bons Ventos!

terça-feira, 18 de março de 2008

De volta da Ubatuba

17/03:

Chegou a hora do Tukurá voltar para sua casa. O waypoint é Saco da Ribeira.

Foi muito legal ter passado um tempo em Paraty. Mas como não estou podendo desfrutar muito do Tukurá, não valia a pena deixar o barco lá. O custo não é muito maior do que em Ubatuba, mas acaba ficando mais difícil ir para lá em função da distância. Nada nada é mais uma hora a mais de viagem.

Fizemos um esquema para buscar o barco. O Fernandinho foi comigo para trazermos o barco. Saímos de Mogi na sexta-feira a noite. Chegamos em Ubatuba às 01:30 h da madrugada e deixamos as patroas na pousada. Fomos para Paraty na sequência. 40 minutos depois... Êpa! Cadê o documento do carro? esqueci! Voltamos para pegar.

No caminho, vimos um acidente horrível. Um motoqueiro estatelado na estrada. Ele havia passado à milhão pela gente quando estávamos indo. Fiquei muito chateado com a imagem que vi. Pensei todo tempo no quanto podemos ser imbecis as vezes nesta vida. Porque arriscamos nossas vidas desafiando os limites da nossa natureza?

Acordei bem cedinho, às 7:00 h. Deixei o Fernando dormindo e fui comprar algumas coisinhas para a viagem. Tomamos um café rapidinho. Saímos do Refúgio das Caravelas e abastecemos o barco com diesel na Marina Porto Imperial. Nisso já era 11:30 h!

O dia estava lindo, céu azul. Tinha um pouquinho de vento, mas estava na cara. Não valia a pena subir as velas.







Horas depois estávamos chegando na Ponta da Joatinga. É sempre um emoção dobrar a Joatinga. O mar estava calmo. Possibilitou passarmos bem pertinho. Quem sabe pegamos um peixinho no corrico!



Levantamos velas. O vento deveria ficar a favor, mas o vento virou junto com o barco. Mas mesmo assim deu para seguir velejando no contra-vento. Sem mudar o borda, chegamos até a Ilha do Cairuçu. Demos um bordo para bombordo e conseguimos passar pelo lado de dentro do Cairuçu. A final lá nós pegaríamos aquele dourado que estávamos desejando. Adivinha! Pôrra nenhuma! Mas não tem problema, ainda tem muita água para passar sob a quilha.

O vento foi diminuindo, como era de se esperar. Deu para velejar até a Ponta Negra. Ligamos o motor quando a velocidade baixou de 3 nós.


Anoiteceu e a paisagem não poderia der sido outra.


Chegamos no Saco da Ribeira às 22:30 h. E Não pegamos nenhum peixe!

As patroas estavam dormindo.

No domingo, fomos passear na Praia do Flamengo. A Isabelinha curtiu a praia. Voltamos para a pousada para fazer um churrasquinho.

A piscina estava quentinha. Aproveitamos o final de domingo. Tomamos umas caipirinhas e fizemos o churrasco.

O duro foi voltar para casa! Pensamos até em matar um parente qualquer. Quem sabe um tio, uma tia talvez. É isto aí, a tia Sô faleceu! Não, na última hora ela sai da UTI e nós tivemos que voltar. Pois amanhã é dia de branco.

Tia Sô. Qualquer hora dessas a Sra. vai!

Até a próxima.