06 e 07/09/08:
Depois de quatro finais de semanas esperando pelo sol, decidimos descer para Ubatuba, para aproveitar uma janela de bom tempo que a previsão anunciava. Mas a janela estava fechada!
Foi um final de semana sem o tal sol. Sábado até que não foi dos piores. Pela manhã saiu um solzinho e a tarde nublou.
Fomos passar o dia no Tukurá. Nem saímos da poita. Mas foi muito gostoso ficar lá sentindo o balancinho do barco, olhando a Praia da Ribeira, vendo a Isabela compartilhando do mesmo prazer que eu. Ficar lá apenas sentindo a vida, decorada pela natureza ao nosso redor, perfumada pela maresia e simplesmente notando que estamos vivos!
Domingo não deu samba. Até chegamos ao pier para embarcar, mas começou a garoar. A Isabela e a Angela voltaram para a pousada. Eu fui sozinho para o barco. Como sempre, fui eliminar um dos itens da lista de pendências do barco. Esta lista nunca acaba!
Bons Ventos.
domingo, 7 de setembro de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Cruzeiro Costa Leste 2008 - CCL
22 à 27/07:
Organizaram um churrasquinho para confraternizar o pessoal.

O final da tarde foi um presente de Deus.
No sábado, dia 26, pela manhã, começamos a se aproximar de outros barcos. Chegamos bem perto do Tuareg. Veleiro de aço que fica em Paraty. Um pouco antes vi uma baleia mergulhando, mostrando o rabo. Chamei a tripulação para ver, mas ela não apareceu mais. Quase que eu provoquei um acidente. Foi hilário ver a Sílvia e o Augusto pulando da cama correndo, patinando e tentando passar juntos naquela portinha do barco.

Convidado pelo Augusto e Sílvia, não pude deixar de embarcar no Brisa-Sul, para fazer uma viagem que a muito tempo eu desejava. Fazer a travessia Búzios - Vitória-ES sempre foi meu objetivo. Ainda não foi desta vez que o Tukurá navegou por aquelas águas, mas eu tive a oportunidade de acompanhar o Augusto neste trajeto. Em Maio de 2007, fui com o Tukurá até Búzios. Naquela oportunidade o Augusto e a Sílvia me acompanharam.
Cheguei em Búzios no dia 22/07. Fui direto para o Iate Clube Armação de Búzios. Os 50 barcos do Costa Leste - CCL estavam lá nas poitas querendo ser arrancados pela forte lestada que soprava forte desde a noite passada (Há quem diga que durante a noite bateu nos 40 nós!).
Além do Augusto e da Sílvia, estavam o Deivid, Allan e sua namorada. O Deivid foi embora logo depois da minha chegada. Ele fez a travessia Rio-Búzios. O Daniel, irmão do Deivid, chegou depois para continuar a viagem conosco.
Os dias em Búzios foram sempre ensolarados. O pessoal do CCL se reunia toda manhã para discutir e decidir sobre a largada para Vitória.
O final da tarde foi um presente de Deus.
Encontrei o Alberto e a Rô do Dona Rô e o Sergio e Jonas do Fandango (estavam como tripulantes do RedBoy).
Tivemos que esperar a entrada de uma frente fria para zarpar de Búzios. Na quarta o vento virou e soprou um SW durante todo o dia. Mas o comodoro do CCL, Janjâo, não quis sair, pois a previsão era de que o vento viraria novamente para NE. E assim aconteceu.
A saída foi às 22:00 hs da quinta-feira, dia 24. Zarpamos com um NE na cara.
A saída foi às 22:00 hs da quinta-feira, dia 24. Zarpamos com um NE na cara.
Motoramos durante umas 20 horas, até virar o Cabo de São Tomé. O barco batia muito, pois as ondas estavam um pouco altas. Não passávamos de 4 nós de velocidade. Tentamos velejar, mas não deu para enfrentar o forte vento contra.
Quando estávamos a umas 10 milhas do Cabo de São Tomé, já na tarde da sexta-feira, levamos o maior susto. Eu estava dormindo, quando o Augusto chamou preocupado. Um barco de pesca, começou nos seguir. Os caras davam sinal para que agente parasse. Dei sinal para o comandante do barco falar pelo rádio VHF. Mas ele não aceitou. Continuou investindo para cima do Brisa. O Augusto fazia umas manobras fugindo deles. Chamei o pessoal do cruzeiro no rádio. Pedi informações dos que já haviam passado por aquela região, para saber se alguém foi interceptado por aquele barco. O Toriba, comodoro da nossa flotilha, falou que não soube de nada. O Toriba falou no ar, que não nos preocupássemos, pois estávamos em 50 barcos e se fosse necessário apareceria socorro. Coincidência ou não os barco parou de nos seguir.
No final do dia 25, após 20 horas de motorada o vento SW apareceu. Virou e soprou por volta de 18 a 20 nós à nosso favor.
O Brisa estava armado com a mestra. Velejamos só com a mestra até de madrugada. Ficamos com receio de um Jibe involuntário. Esta manobra é perigosa, pois a vela passa de um lado para outro, subitamente, e pode danificar o barco ou até mesmo acertar alguém. Então baixamos a mestra e abrimos a genoa.
Eu estava muito ruim da garganta, pois havia passado o maior frio na noite passada. E na segunda noite de navegação foi ainda mais fria com aquele vento vindo do sul.
No sábado, dia 26, pela manhã, começamos a se aproximar de outros barcos. Chegamos bem perto do Tuareg. Veleiro de aço que fica em Paraty. Um pouco antes vi uma baleia mergulhando, mostrando o rabo. Chamei a tripulação para ver, mas ela não apareceu mais. Quase que eu provoquei um acidente. Foi hilário ver a Sílvia e o Augusto pulando da cama correndo, patinando e tentando passar juntos naquela portinha do barco.
Passei por mentiroso, até que uma outra baleia apareceu bem próximo do Tuareg. Ele passou pelo lado do Tuareg e reapareceu na proa. Minhas fotos não ficaram muito boas, mas não vou deixar de mostrar, né?
Quando estamos navegando longe da costa e de outras embarcações, perdemos a noção da altura das ondas. Quando nos aproximamos do Tuareg, pudemos ver o quanto as ondas estavam altas. Não era de se assustar, mas sim de apreciar o movimento das águas.
Encontramos muitos navios e embarcações de pesca durante o trajeto. A chegada em Vitória é sempre feita com atenção, devido ao tráfego de navios e rebocadores.
Desde nossa saída de Búzios não víamos terra. Navegamos entre 10 a 20 milha (18 a 35 Km) da costa. Ao se aproximar de Vitória avistamos Vila Velha.
Em seguida avistamos a cidade de Vitória. Suas ilhas, pedras, prédios e a ponte que liga Vitória à Vila Velha.

No domingo pela manhã me despedi do pessoal e voltei para São Paulo.
Valeu a experiência. Espero que a próxima seja de Tukurá!
Bons ventos.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Rumo ao Rio a bordo do Brisa-Sul.
30/06:
Foi um grande prazer acompanhar meus amigos Augusto e Sílvia, de Ubatuba até o Rio de Janeiro. Como sempre me senti muito a vontade com eles.
Segui de ônibus para Ubatuba junto com a Sílvia, pois o Augusto já estava lá finalizando os preparativos para a viagem. Chegamos em Caraguá a noite, pouco antes das 22:00 h. O que por uns minutos, não nos permitiu fazer as compras para a saída durante a madrugada.
O jeito foi sair na manhã de sábado. Assim conseguimos zarpar as 11:30h, com o leve vento leste soprando na cara.
Mestra em cima, motor ligado, lá vamos nós. Eu, Augusto, Daniel (filho do Augusto) e a Sílvia.

Minha previsão é que gastaríamos umas 25 horas no máximo. Mas errei!
No través da Ilha de Couves o leste começou a apertar. Virou uma lestada mais intensa. O Augusto resolveu abrir a genoa e mudar o rumo para ESE para tentar ganhar velocidade e avanço. Nos afastamos umas 10 milhas da costa. Na linha da Ponta Negra fizemos um bordo para tentar chegar velejando até a altura da Joatinga. Mas o vento apertou. O negócio foi acelerar o motor com mais uns RPMs e seguir o rumo do RJ.
A noite chegou e o vento não cessou, conforme eu achava. Desta vez não desligaram o ventilador às 17:00 hs como de costume.
A bateção foi total. O Daniel começou a passar mal e não mais melhorou, até a chegada no RJ. Aliás só eu não fiquei mal. O Augusto estava bem, até tomar um banho de diesel na hora de reabastecer o tanque principal.
Avançávamos 2,5 - 3 nós em média. Passamos umas 11 horas apanhando do vento e do mar. Augusto e Eu nos revezamos durante a noite para conduzir o Brisa. A cada pancada era uma lavada.
Quando amanheceu, decidimos seguir rumo a Ilha Grande, pois eu teria um compromisso na segunda-feira em SP (uma entrevista para um emprego). Naquelas condições não teríamos tempo nem diesel para alcançar o RJ.
O melhor do amanhecer foi a pescaria. Eu havia lançado uma iscar artificial desde Ubatuba. Ainda na penumbra da noite, com o sol ainda escondido atrás do horizonte, percebi que as gaivotas estavam mergulhando para capturar seu café da manhã. Pensei comigo: - Aí tem peixinhos! Se tem peixinhos tem peixões na caça. Dito e feito! Não deu cinco minutos para que o molinete começasse a cantar. Quando consegui pegar a vara para recolher o carretel estava como apenas umas voltinhas de linha. Aí foi legal. Recolher aquele peixe foi uma grande emoção. O danado fez uma força impressionante. Fiquei com os braços cansados de enrolar e puxar toda aquela linha. Quando o bicho chegou próximo do barco, pensei que a vara iria quebrar. Virou um "U". Que vigor que tem este bicho! Quando ele apareceu na flor d`água, deu para ver que era um dourado.

Estimei que ele tivesse uns 3,5 a 4 Kg. (Só na segunda-feira soube que tinha 3 Kg).

Lindo animal! Deu vontade de devolver, mas perdemos muito tempo para tirar o anzol dele e acho que com isto ele não aguentaria se recuperar no mar. Vamos comê-lo então!!
Conseguimos velejar na direção da Ilha Grande em orça forçada. Quando chegamos mais próximos da ponta da Marambaia, percebemos que o vento havia rodado para N/NE com menor intensidade, permitindo que nós seguíssemos para o RJ com uma boa velocidade (4,5 - 5 nós). Decidimos então persistir na viagem direta para o RJ. Além do mais, deixar o barco em Angra seria uma alternativa muito complicada para re-ajustar nossa logística de viagem.
Com as novas condições tínhamos um ETA previsto para às 18:00h do domingo. Ótimo!!!
Por volta das 16:00h estávamos chegando na praia do Recreio, no final da Barra da Tijuca.

Foi a primeira vez que eu havia chegado durante o dia no RJ. Já havia navegado lá mas saindo do RJ. De qualquer forma, chegando ou saindo, o Rio de Janeiro é realmente maravilhoso!
Assistimos o pôr do sol de camarote, olhando a cidade maravilhosa escondendo o sol lentamente, atrás daquela paisagem.

O sol passou bem atrás do Cristo Redentor e mergulhou no oeste, deixando saudades daquele momento mágico.

A chegada no Iate Clube do Rio de Janeiro foi às 18:30 h. 31 horas depois da partida de Ubatuba.
Papai do Céu, mais uma vez obrigado pela sua proteção. Obrigado pelos bons pensamentos que estiveram presente em minha mente durante toda viagem, enchendo meu coração de sentimentos de paz e de amor.
Bons Ventos.
Foi um grande prazer acompanhar meus amigos Augusto e Sílvia, de Ubatuba até o Rio de Janeiro. Como sempre me senti muito a vontade com eles.
Segui de ônibus para Ubatuba junto com a Sílvia, pois o Augusto já estava lá finalizando os preparativos para a viagem. Chegamos em Caraguá a noite, pouco antes das 22:00 h. O que por uns minutos, não nos permitiu fazer as compras para a saída durante a madrugada.
O jeito foi sair na manhã de sábado. Assim conseguimos zarpar as 11:30h, com o leve vento leste soprando na cara.
Mestra em cima, motor ligado, lá vamos nós. Eu, Augusto, Daniel (filho do Augusto) e a Sílvia.
Minha previsão é que gastaríamos umas 25 horas no máximo. Mas errei!
No través da Ilha de Couves o leste começou a apertar. Virou uma lestada mais intensa. O Augusto resolveu abrir a genoa e mudar o rumo para ESE para tentar ganhar velocidade e avanço. Nos afastamos umas 10 milhas da costa. Na linha da Ponta Negra fizemos um bordo para tentar chegar velejando até a altura da Joatinga. Mas o vento apertou. O negócio foi acelerar o motor com mais uns RPMs e seguir o rumo do RJ.
A noite chegou e o vento não cessou, conforme eu achava. Desta vez não desligaram o ventilador às 17:00 hs como de costume.
A bateção foi total. O Daniel começou a passar mal e não mais melhorou, até a chegada no RJ. Aliás só eu não fiquei mal. O Augusto estava bem, até tomar um banho de diesel na hora de reabastecer o tanque principal.
Avançávamos 2,5 - 3 nós em média. Passamos umas 11 horas apanhando do vento e do mar. Augusto e Eu nos revezamos durante a noite para conduzir o Brisa. A cada pancada era uma lavada.
Quando amanheceu, decidimos seguir rumo a Ilha Grande, pois eu teria um compromisso na segunda-feira em SP (uma entrevista para um emprego). Naquelas condições não teríamos tempo nem diesel para alcançar o RJ.
O melhor do amanhecer foi a pescaria. Eu havia lançado uma iscar artificial desde Ubatuba. Ainda na penumbra da noite, com o sol ainda escondido atrás do horizonte, percebi que as gaivotas estavam mergulhando para capturar seu café da manhã. Pensei comigo: - Aí tem peixinhos! Se tem peixinhos tem peixões na caça. Dito e feito! Não deu cinco minutos para que o molinete começasse a cantar. Quando consegui pegar a vara para recolher o carretel estava como apenas umas voltinhas de linha. Aí foi legal. Recolher aquele peixe foi uma grande emoção. O danado fez uma força impressionante. Fiquei com os braços cansados de enrolar e puxar toda aquela linha. Quando o bicho chegou próximo do barco, pensei que a vara iria quebrar. Virou um "U". Que vigor que tem este bicho! Quando ele apareceu na flor d`água, deu para ver que era um dourado.
Estimei que ele tivesse uns 3,5 a 4 Kg. (Só na segunda-feira soube que tinha 3 Kg).
Lindo animal! Deu vontade de devolver, mas perdemos muito tempo para tirar o anzol dele e acho que com isto ele não aguentaria se recuperar no mar. Vamos comê-lo então!!
Conseguimos velejar na direção da Ilha Grande em orça forçada. Quando chegamos mais próximos da ponta da Marambaia, percebemos que o vento havia rodado para N/NE com menor intensidade, permitindo que nós seguíssemos para o RJ com uma boa velocidade (4,5 - 5 nós). Decidimos então persistir na viagem direta para o RJ. Além do mais, deixar o barco em Angra seria uma alternativa muito complicada para re-ajustar nossa logística de viagem.
Com as novas condições tínhamos um ETA previsto para às 18:00h do domingo. Ótimo!!!
Por volta das 16:00h estávamos chegando na praia do Recreio, no final da Barra da Tijuca.
Foi a primeira vez que eu havia chegado durante o dia no RJ. Já havia navegado lá mas saindo do RJ. De qualquer forma, chegando ou saindo, o Rio de Janeiro é realmente maravilhoso!
Assistimos o pôr do sol de camarote, olhando a cidade maravilhosa escondendo o sol lentamente, atrás daquela paisagem.
O sol passou bem atrás do Cristo Redentor e mergulhou no oeste, deixando saudades daquele momento mágico.
A chegada no Iate Clube do Rio de Janeiro foi às 18:30 h. 31 horas depois da partida de Ubatuba.
Papai do Céu, mais uma vez obrigado pela sua proteção. Obrigado pelos bons pensamentos que estiveram presente em minha mente durante toda viagem, enchendo meu coração de sentimentos de paz e de amor.
Bons Ventos.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Tukurá reparado!
20/06:

Finalmente consegui finalizar os trabalhos no Tukurá.
Como é difícil conduzir as coisas com o mão-de-obra no litoral!
Não posso dizer que eles estejam errados quanto ao ritmo de vida. Mas com respeito ao comprometimento, posso me queixar de todos.
Se não for aos olhos do dono o boi não engorda, tampouco os barcos navegam.
Além do reforço do cavername, o Tukurá recebeu alguns agrados. Substituí as espumas de todas camas e sofás (Agora é ortopédico. Acho que vou ter que colocar uma camada adicional de espuma mais macia. Ficou uma tábua!). Instalei uma bateria 150 Ah para alimentar exclusivamente os itens de serviço (iluminação, instrumentos, bombas d`água, rádio, TV...). Para manter esta bateria carregada, foi instalado uma pequena plana sonar de 10W com um controlador de carga. Desta forma espero conseguir recarregar a bateria após um final de semana de uso. Também instalei uma antena de TV e uma luz de ancoragem (de LEDs) no tope do mastro.
O reparo em uma das caixas de água não resolveu o problema de vazamento. Vamos ter que refazer o serviço, para eliminar este vazamento que ocorre quando o tanque está cheio. Vamos ver se o cara da fibra honra o compromisso!!
No mais, agora é só velejar. Isto é que é difícil!
Bons Ventos.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Em Manutenção!!
15/05/08:
Dizem que ter um barco é como ter uma amante. Você só o (a) encontra vez em quando, está sempre em segundo plano no seu dia-a-dia, sempre dá despesa, sempre dá um medo quando sai com ele (a), sempre gasta mais do que poderia gastar, sempre tem que dar um trato nele (a) e sempre ficamos esperando a hora de sentir novamente aquele tesão do último encontro!
Eu optei somente pelo barco!
O Tukurá está em manutenção. Vou fazer um reforço no cavername sob o pé do mastro. O MOD 30 tem uma deficiência na construção dos cavernames. Os carvernames são construídos originalmente com madeira revestida de fibra de vidro. Com o tempo a madeira pode apodrecer pela umidade.
Antes que isto aconteça no Tukurá, decidi reforçar as travessas (cavernas) na região do mastro. Prefiro pecar por excesso!
Será um trabalho rápido, talvez umas duas semanas.
Foi necessário retirar o mastro, para permitir a remoção do poste interno que sustenta o mastro.
.jpg)
Após instaladas duas novas travessas e reestruturado a fixação do poste com uma base de aço inox, o mastro será re-instalado.
Aproveitei para instalar uma antena de TV e uma luminária de fundeio no topo do mastro. Instalei também uma nova bateria de 150 Ah, para alimentação de serviço (instrumentos, rádio, iluminação, inversor 110 Vac, etc).
Outra melhoria, foi a troca das espumas das camas e beliches. Tudo novo e ortopédico!
Bons Ventos!
Dizem que ter um barco é como ter uma amante. Você só o (a) encontra vez em quando, está sempre em segundo plano no seu dia-a-dia, sempre dá despesa, sempre dá um medo quando sai com ele (a), sempre gasta mais do que poderia gastar, sempre tem que dar um trato nele (a) e sempre ficamos esperando a hora de sentir novamente aquele tesão do último encontro!
Eu optei somente pelo barco!
O Tukurá está em manutenção. Vou fazer um reforço no cavername sob o pé do mastro. O MOD 30 tem uma deficiência na construção dos cavernames. Os carvernames são construídos originalmente com madeira revestida de fibra de vidro. Com o tempo a madeira pode apodrecer pela umidade.
Antes que isto aconteça no Tukurá, decidi reforçar as travessas (cavernas) na região do mastro. Prefiro pecar por excesso!
Será um trabalho rápido, talvez umas duas semanas.
Foi necessário retirar o mastro, para permitir a remoção do poste interno que sustenta o mastro.
.jpg)
Após instaladas duas novas travessas e reestruturado a fixação do poste com uma base de aço inox, o mastro será re-instalado.
Aproveitei para instalar uma antena de TV e uma luminária de fundeio no topo do mastro. Instalei também uma nova bateria de 150 Ah, para alimentação de serviço (instrumentos, rádio, iluminação, inversor 110 Vac, etc).
Outra melhoria, foi a troca das espumas das camas e beliches. Tudo novo e ortopédico!
Bons Ventos!
terça-feira, 18 de março de 2008
De volta da Ubatuba
17/03:
Chegou a hora do Tukurá voltar para sua casa. O waypoint é Saco da Ribeira.
Foi muito legal ter passado um tempo em Paraty. Mas como não estou podendo desfrutar muito do Tukurá, não valia a pena deixar o barco lá. O custo não é muito maior do que em Ubatuba, mas acaba ficando mais difícil ir para lá em função da distância. Nada nada é mais uma hora a mais de viagem.
Fizemos um esquema para buscar o barco. O Fernandinho foi comigo para trazermos o barco. Saímos de Mogi na sexta-feira a noite. Chegamos em Ubatuba às 01:30 h da madrugada e deixamos as patroas na pousada. Fomos para Paraty na sequência. 40 minutos depois... Êpa! Cadê o documento do carro? esqueci! Voltamos para pegar.
No caminho, vimos um acidente horrível. Um motoqueiro estatelado na estrada. Ele havia passado à milhão pela gente quando estávamos indo. Fiquei muito chateado com a imagem que vi. Pensei todo tempo no quanto podemos ser imbecis as vezes nesta vida. Porque arriscamos nossas vidas desafiando os limites da nossa natureza?
Acordei bem cedinho, às 7:00 h. Deixei o Fernando dormindo e fui comprar algumas coisinhas para a viagem. Tomamos um café rapidinho. Saímos do Refúgio das Caravelas e abastecemos o barco com diesel na Marina Porto Imperial. Nisso já era 11:30 h!
O dia estava lindo, céu azul. Tinha um pouquinho de vento, mas estava na cara. Não valia a pena subir as velas.


Horas depois estávamos chegando na Ponta da Joatinga. É sempre um emoção dobrar a Joatinga. O mar estava calmo. Possibilitou passarmos bem pertinho. Quem sabe pegamos um peixinho no corrico!

Levantamos velas. O vento deveria ficar a favor, mas o vento virou junto com o barco. Mas mesmo assim deu para seguir velejando no contra-vento. Sem mudar o borda, chegamos até a Ilha do Cairuçu. Demos um bordo para bombordo e conseguimos passar pelo lado de dentro do Cairuçu. A final lá nós pegaríamos aquele dourado que estávamos desejando. Adivinha! Pôrra nenhuma! Mas não tem problema, ainda tem muita água para passar sob a quilha.
O vento foi diminuindo, como era de se esperar. Deu para velejar até a Ponta Negra. Ligamos o motor quando a velocidade baixou de 3 nós.

Anoiteceu e a paisagem não poderia der sido outra.

Chegamos no Saco da Ribeira às 22:30 h. E Não pegamos nenhum peixe!
As patroas estavam dormindo.
No domingo, fomos passear na Praia do Flamengo. A Isabelinha curtiu a praia. Voltamos para a pousada para fazer um churrasquinho.
A piscina estava quentinha. Aproveitamos o final de domingo. Tomamos umas caipirinhas e fizemos o churrasco.
O duro foi voltar para casa! Pensamos até em matar um parente qualquer. Quem sabe um tio, uma tia talvez. É isto aí, a tia Sô faleceu! Não, na última hora ela sai da UTI e nós tivemos que voltar. Pois amanhã é dia de branco.
Tia Sô. Qualquer hora dessas a Sra. vai!
Até a próxima.
Chegou a hora do Tukurá voltar para sua casa. O waypoint é Saco da Ribeira.
Foi muito legal ter passado um tempo em Paraty. Mas como não estou podendo desfrutar muito do Tukurá, não valia a pena deixar o barco lá. O custo não é muito maior do que em Ubatuba, mas acaba ficando mais difícil ir para lá em função da distância. Nada nada é mais uma hora a mais de viagem.
Fizemos um esquema para buscar o barco. O Fernandinho foi comigo para trazermos o barco. Saímos de Mogi na sexta-feira a noite. Chegamos em Ubatuba às 01:30 h da madrugada e deixamos as patroas na pousada. Fomos para Paraty na sequência. 40 minutos depois... Êpa! Cadê o documento do carro? esqueci! Voltamos para pegar.
No caminho, vimos um acidente horrível. Um motoqueiro estatelado na estrada. Ele havia passado à milhão pela gente quando estávamos indo. Fiquei muito chateado com a imagem que vi. Pensei todo tempo no quanto podemos ser imbecis as vezes nesta vida. Porque arriscamos nossas vidas desafiando os limites da nossa natureza?
Acordei bem cedinho, às 7:00 h. Deixei o Fernando dormindo e fui comprar algumas coisinhas para a viagem. Tomamos um café rapidinho. Saímos do Refúgio das Caravelas e abastecemos o barco com diesel na Marina Porto Imperial. Nisso já era 11:30 h!
O dia estava lindo, céu azul. Tinha um pouquinho de vento, mas estava na cara. Não valia a pena subir as velas.
Horas depois estávamos chegando na Ponta da Joatinga. É sempre um emoção dobrar a Joatinga. O mar estava calmo. Possibilitou passarmos bem pertinho. Quem sabe pegamos um peixinho no corrico!
Levantamos velas. O vento deveria ficar a favor, mas o vento virou junto com o barco. Mas mesmo assim deu para seguir velejando no contra-vento. Sem mudar o borda, chegamos até a Ilha do Cairuçu. Demos um bordo para bombordo e conseguimos passar pelo lado de dentro do Cairuçu. A final lá nós pegaríamos aquele dourado que estávamos desejando. Adivinha! Pôrra nenhuma! Mas não tem problema, ainda tem muita água para passar sob a quilha.
O vento foi diminuindo, como era de se esperar. Deu para velejar até a Ponta Negra. Ligamos o motor quando a velocidade baixou de 3 nós.
Anoiteceu e a paisagem não poderia der sido outra.
Chegamos no Saco da Ribeira às 22:30 h. E Não pegamos nenhum peixe!
As patroas estavam dormindo.
No domingo, fomos passear na Praia do Flamengo. A Isabelinha curtiu a praia. Voltamos para a pousada para fazer um churrasquinho.
A piscina estava quentinha. Aproveitamos o final de domingo. Tomamos umas caipirinhas e fizemos o churrasco.
O duro foi voltar para casa! Pensamos até em matar um parente qualquer. Quem sabe um tio, uma tia talvez. É isto aí, a tia Sô faleceu! Não, na última hora ela sai da UTI e nós tivemos que voltar. Pois amanhã é dia de branco.
Tia Sô. Qualquer hora dessas a Sra. vai!
Até a próxima.
domingo, 11 de novembro de 2007
XÔ URUCA!!!
11 de Novembro de 2007:








Logo depois do almoço, fui até a vila de Paraty-Mirim, para comprar pão e manteiga. Esqueci de levar uns comes-e-bebes. O que nos salvou , até então, foi um panetone Bauducco que eu tinha no barco.

Exorcizamos a fama de pé-frio da Selma.
Enfim um final de semana na praia, com a Selma e sem chuva.
Desde de que minha irmã voltou de Salvador, depois de morar lá por uns 12 anos, ela sempre que pensa ir à praia, chama uma frente fria. Desta vez não !!!
Levei o Tukurá para Paraty, para passar uma temporada lá. O objetivo inicial é deixa o barco na Pousada Refugio das Caravelas no próximo verão.
Decidimos sair de Ubatuba no final da tarde do dia 09, sexta-feira, com destino a Ilhas das Couves, onde passamos uma noite super tranquila. O mar estava um tapete. Nada de vento! Dá-lhe motor!
Amanhecemos com um lindo dia claro e de sol. A paisagem não poderia ser outra. Linda!
Aquele cantinho das Couves, ao lado da ilhota, é um lugar para passar uma semana inteira. Sem reclamar de nada.
No sábado pela manhã, saímos a motor para Paraty. Pela primeira vez naveguei bem próximo da costa. Desta vez deu para ver todos os detalhes da costa escarpada desta região. Tem paisagens muito lindas.
Água de cachoeira caindo no mar.
Tobogã de pedra.
Contornei uma ilhota que fica próximo a Ponta da Joatinga. Nunca imaginei que esta ilha era tão grande. Sempre passei muito longe dela, achava que não dava para navegar entre ela e o continente. Passamos bem próximo com o currico sendo arrastado. Pensamos que alguma anchova pegar nossa isca. Mas que nada! Minha fama de mal pescador ainda continua!
Decidi pernoitar no Saco da Velha, no Mamanguá. Lá tem o restarante do Vivinho. Eu já fiquei lá algumnas vezes. è bem abrigado e tem umas poitas que o restaurante espetam aos cruzeiristas e turistas.
Almoçamos uma moqueca de cavala. Tava uma delícia! (logicamente que não estava melhor que a do capitão, é claro!).
Logo depois do almoço, fui até a vila de Paraty-Mirim, para comprar pão e manteiga. Esqueci de levar uns comes-e-bebes. O que nos salvou , até então, foi um panetone Bauducco que eu tinha no barco.
Assim que eu retornei de uma vendinha lá nos confins de Party-Mirim, caiu aquele aguaceiro. Ficou tudo preto e desceu água.
Dormimos super tranquilos na poita do restaurante do Vivinho. Saímos na manhã do domingo para Paraty.
Depois de fazer uma rápida arrumação no Tukurá, saímos para a estrada, para esperar o ônibus para Ubatuba. Êta onibuzinho difícil!!
Foi muito legal eu ter passado este final de semana sozinho com a minha irmã. Colocamos as conversas em dia, falamos e reclamamos de todos, confidenciamos nossos problemas e pensamentos, mas principalmente... sentimos o quanto nós gostamos um do outro!
Minha irmã, eu te amo!
sábado, 2 de junho de 2007
Chegando em Casa: Paraty - Ubatuba
Dia 02/06:
Está chegando ao fim!
Minhas férias estão acabando. O mês de Maio passou muito rápido.
Quando comecei a conhecer a vela como forma de lazer, descobri também, que a vela é uma atividade envolvida por sonhos. Sonhos de diversos tipos. Os regateiros sonhando com vitórias, os atletas da vela sonhando com medalhas e os cruzeiristas sonhando com suas viagens.
Retornando sozinho do Rio para Ubatuba, tive a oportunidade de refletir a respeito dos valores da minha vida.

Tive que criar esta oportunidade para fazer esta viagem de barco. Parece simples, mas não foi. Nós pessoas comuns ficamos comprometidas o tempo todo com o trabalho e com a família. Quase sempre estamos preocupados em "ter" e não em "viver". Trabalhamos a maior parte do tempo para garantir nosso patrimônio e deixamos em segundo plano nosso lazer.
A satisfação de ter algo é passageira. Quando compramos, por exemplo, uma TV nova, ficamos realizadso por ter um equipamento mais moderno, cheio de funções diferentes, tela maior, melhor definição, etc... Depois de um mês, nada disso tem mais graça. Esquecemos de tudo. Se bobear, paramos na loja para ver um modelo de TV ainda mais moderno. Porém, quando investimos em nosso "viver" marcamos para sempre nossas vidas com as emoções que tivemos. Conhecemos lugares e pessoas diferentes, ampliamos nossos horizontes.
Acho que o segredo é conseguir conciliar as duas coisas. " Trabalhar para viver e não viver para o trabalho!"
Dia 01/06:
O retorno de Paraty para Ubatuba, foi tranquilo. Saí bem cedo, pois a travessia leva umas 10 horas.

Para variar não tinha vento. Fui motorando pelas ilhas de Paraty até chegar no Ponta da Joatinga.


Passei próximo a uma montanha que tem uma pedra em forma de baleia. Ví uma foto desta pedra, no diário de bordo do veleiro Fandango, Projeto Três no Mundo. A Carol, filha do Sérgio é quem reconheceu a cabeça de uma baleia cachalote na foto que ela tirou. Acho que o ângulo da milha foto não deu o mesmo efeito que a dela.

Logo depois que contornei a Ponta da Joatinga começou ventar. Ôba, vou velejar!!! Subi a vela mestra (que dá um trabalhão para fazer sozinho) e abri a genoa. Desliguei o motor. Sentei para curtir o visual... em 15 minutos o vento parou. Baixa vela grande, enrolra a genoa, arruma tudo, liga motor... Foi só trabalho!

A beleza das paisagens desta região ficou escondida pela distância que estava navegando da costa. Toda costa é de pedras escarpadas, Mata Atlântica muito preservada, praias e algumas ilhas.
Passei pela Ilha das Couves no meio da tarde.
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Já estava entardecendo quando estava chegando nas proximidades de Ubatuba. Como sempre, o pôr do sol foi lindo.

Graças a Deus tudo correu bem.
Até a próxima!
Está chegando ao fim!
Minhas férias estão acabando. O mês de Maio passou muito rápido.
Quando comecei a conhecer a vela como forma de lazer, descobri também, que a vela é uma atividade envolvida por sonhos. Sonhos de diversos tipos. Os regateiros sonhando com vitórias, os atletas da vela sonhando com medalhas e os cruzeiristas sonhando com suas viagens.
Retornando sozinho do Rio para Ubatuba, tive a oportunidade de refletir a respeito dos valores da minha vida.
Tive que criar esta oportunidade para fazer esta viagem de barco. Parece simples, mas não foi. Nós pessoas comuns ficamos comprometidas o tempo todo com o trabalho e com a família. Quase sempre estamos preocupados em "ter" e não em "viver". Trabalhamos a maior parte do tempo para garantir nosso patrimônio e deixamos em segundo plano nosso lazer.
A satisfação de ter algo é passageira. Quando compramos, por exemplo, uma TV nova, ficamos realizadso por ter um equipamento mais moderno, cheio de funções diferentes, tela maior, melhor definição, etc... Depois de um mês, nada disso tem mais graça. Esquecemos de tudo. Se bobear, paramos na loja para ver um modelo de TV ainda mais moderno. Porém, quando investimos em nosso "viver" marcamos para sempre nossas vidas com as emoções que tivemos. Conhecemos lugares e pessoas diferentes, ampliamos nossos horizontes.
Acho que o segredo é conseguir conciliar as duas coisas. " Trabalhar para viver e não viver para o trabalho!"
Dia 01/06:
O retorno de Paraty para Ubatuba, foi tranquilo. Saí bem cedo, pois a travessia leva umas 10 horas.
Para variar não tinha vento. Fui motorando pelas ilhas de Paraty até chegar no Ponta da Joatinga.
Passei próximo a uma montanha que tem uma pedra em forma de baleia. Ví uma foto desta pedra, no diário de bordo do veleiro Fandango, Projeto Três no Mundo. A Carol, filha do Sérgio é quem reconheceu a cabeça de uma baleia cachalote na foto que ela tirou. Acho que o ângulo da milha foto não deu o mesmo efeito que a dela.
Logo depois que contornei a Ponta da Joatinga começou ventar. Ôba, vou velejar!!! Subi a vela mestra (que dá um trabalhão para fazer sozinho) e abri a genoa. Desliguei o motor. Sentei para curtir o visual... em 15 minutos o vento parou. Baixa vela grande, enrolra a genoa, arruma tudo, liga motor... Foi só trabalho!
A beleza das paisagens desta região ficou escondida pela distância que estava navegando da costa. Toda costa é de pedras escarpadas, Mata Atlântica muito preservada, praias e algumas ilhas.
Passei pela Ilha das Couves no meio da tarde.
Já estava entardecendo quando estava chegando nas proximidades de Ubatuba. Como sempre, o pôr do sol foi lindo.
Às 18:00 h cheguei no Saco da Ribeira. Ponto zero da viagem.
Graças a Deus tudo correu bem.
Até a próxima!
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