sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Bom Presságio

03/12/2010

Dizem no meio náutico que encontrar com golfinhos no mar é um Bom Presságio. É um sinal de sorte, sinal de esperança e que tudo vai correr bem.
Na véspera de colocarmos em prática a Ação de Natal na Ilha dos Búzios - SP, indo para Ubatuba, tivemos um encontro com o inesperado. Um golfinho? Não, encontramos o Rei!
Sim, o Rei dos Mares. O Rei da Vela Nacional e Mundial! O Airton Senna dos Sete Mares.

Torben Grael


Para mim este foi um sinal dos Deuses!
Nós estávamos esperando o Fernando dentro do carro, na saída do restaurante do Frango Assado na Rod. Carvalho Pinto, quando derrepente vem vindo o Torben em nossa direção.
Na hora saí do carro aflito para pedir uma foto com ele.
Só que na hora de chamá-lo me deu um branco e eu não lembrei o nome dele.
- Ôh... Ttt.. Éh... qqqq... posso tirar uma foto com você?
Ele simpático e simples aceitou o convite.
- Espera um pouquinho que minha máquina está no porta-malas do carro!
Ele pacientemente esperou.
Quando abri a mala duas mochilas caíram no chão. Eu atrapalhado e nervoso, diante da celebridade mais ilustre do esporte nacional, não sabia se pegava as mochilas ou continuava procurando a câmera. Puxei a câmera e saiu voando o carregador de baterias do celular, que caiu nos pés do Torben. Uma piada!Enfim, tiramos umas fotos e ele seguiu para o estacionamento, sem perder o sorriso e simpatia que demonstrou desde o primeiro momento.
Gente fina!!
Visite o Site : http://www.torben-grael.com/ .
No dia seguinte Zarpamos cedo para Ilha dos Búzios.

Bons Ventos.

domingo, 28 de novembro de 2010

Preparativos para a Ação de Natal

Dia 27 e 28/11/2010
As contribuições dos amigos, parentes, conhecidos e empresas foram suficientes para que nós pudéssemos comprar brinquedos para 70 crianças e 64 cestas básicas para distribuição nas comunidades da Ilha dos Búzios, Praia do Bonete e Rio Escuro em Ubatuba.
Durante a semana conseguimos comprar as cestas básicas. Após uma longa procura pelo melhor preço, conseguimos a colaboração da empresa GUIN, através da proprietaria D. Emília, que nos concedeu um bom desconto na compra das cestas. Além disso a D. Emília dou 5 cestas para a nossa ação de Natal.~
D. Emíla muito obrigado pela sua generosidade e pela confiança.
GUIN Comércio e Representações Ltda


(11) 4791-7372
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Além das Cestas, recebemos doações de alimentos sortidos, que foram embalados formando mais cestas básicas. Ganhamos também brinquedos e mantimentos dos alunos do Colégio Alma Mater. Foi uma contribuição muito especial, porque foi feita pelas crianças, que, junto com seus pais, ficaram sensibilizados e interessados por esta ação um pouco inusitada.

Meu muito obrigado aos alunos, Marici e a Dagmar do Alma Mater.

11 4722-7660 / 4794-2600
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Algumas contribuições extras foram feitas para deixar a ação mais interessante para as crianças. Ganhamos caixas de suco Kappo da minha vizinha Mariza.
Ganhamos também várias caixas de Mini Bolinhos da empresa Fresquito.
Freskito Produtos Alimentícios Ltda.
(11) 4727-5826
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A minha idéia inicial para a ação era somente de presentear as crianças das comunidades com brinquedos entregues por um Papai Noel. Porém durante a fase de captação das contribuições, senti que talvez fosse possível obter também as cestas de mantimentos.
Liguei então para um amigo, o Derli da Requinte Transportes e perguntei se ele poderia ajudar. De cara recebi um grande SIM É CLARO! Ele ofereceu 15 cestas. Com essa injeção de otimismo, assumi o desafio de conseguir no mínimo 54 cestas para as famílias da Ilha dos Búzios. Então as coisas foram acontecendo! Teve aqueles que deram uma cesta, outros deram alimentos sortidos, teve o casal de amigos Selma e Laerte que doaram 13 cestas... E assim fomos eu e minha irmã, correndo atrás das que faltavam. No final garantimos as cestas para a Ilha dos Búzios e mais 15 para serem distribuídas a outra comunidade.
No sábado fomos eu, Angela, Aurélio e a Leni (meu cunhado e esposa), na loja de brinquedos Armarinhos Fernando em São Miguel Paulista, para comprar os brinquedos para os kits das crianças.
Passamos também em outras lojas para comprar algumas roupas para complementar os kits.
Não sei como conseguimos colocar tudo aquilo dentro de um Honda Fit!


Retornamos para casa no final do dia, completamente quebrados por aquela maratona de compras.
Mas ainda não havia terminado. A Leni , Angela e a Isabelinha se incumbiram de separar os brinquedos em kits nomeados.
Tínhamos uma relação dos nomes e idade de cada criança. Foi preciso montar um a um.

A Belinha não quis ficar de fora. Ela teve que ajudar.
Isso foi uma das coisas que me realizou muito. Ver que o espírito de contribuição havia sido incorporado pela minha filha. Aliás, esta foi uma das razões que me motivou fazer a ação.

Enquanto isto minha irmã Selma foi preparando os sacos de TNT.

A noite já havia chegado e as pizzas devoradas, quando eu e o Necézio ainda estávamos identificando e carregando a caminhonete com as cestas básicas, para serem transportadas no dia seguinte.

Meu tio Mitsuro (é isto aí, eu tenho um tio japonês!!) emprestou sua Ranger para que eu pudesse levar as cestas. Devia ter uns 700 Kg de alimentos a serem levados para a Ilhabela.
Consegui um barco de maior porte para entregar as cestas nas comunidades da Ilha dos Búzios. O barco chegaria no cais dos pescadores na quarta-feira. Era fundamental que tudo fosse entregue no pier no domingo.
Domingo pela manhã fui até a Ilhabela fazer a entrega.

A Prefeitura da Ilhabela mantém um posto de apoio junto ao pier dos pescadores. O pessoal de lá me ajudou a descarregar tudo.

Retornei para Mogi super cansado, mas com uma sensação muito boa de ter conseguido cumprir esta parte da logística do projeto.
Valeu a pena todo o esforço.
Considerando as cestas doadas e compradas (64 unidades), mais os alimentos doados separadamente, recebemos mais de 1 tonelada de alimentos. Todos estes alimentos foram doados nas comunidades do litoral norte.
Quero agradecer a todos os colaboradores, em especial aos colegas de trabalho da Genpro Engenharia, que prontamente se propuseram a contribuir com a minha ideia. Foi muito gratificante sentir a confiança e a satisfação de todos, pela iniciativa da ação de Natal.
Bons Ventos a todos!

domingo, 21 de novembro de 2010

Tukurá em Ação

Pessoal
Resolvi tirar a Buzanfa da cadeira e por em prática uma das minhas idéias que estava mofando na minha cabeça.
Espero que seja a primeira de muitas outras que guardo aqui comigo.
Há muito tempo venho querendo aliar meu hobby com alguma ação do bem.
Tenho várias ideias, mas uma delas poderia ser realizada com apenas a minha participação. Caso eu não tive sucesso com a colaboração de outras pessoas.
Veja bem, que há um certo receio em minhas palavras. Isto era uma das barreiras que eu tinha em minha mente!
Aí me lembrei de uma frase magnífica de São Francisco de Assis:
"Comece fazendo o que é preciso. Depois faça o que é possível. Derepente você estará fazendo o impossível"
Sentia a necessidade de fazer algo, Tinha a idéia e os meios para realizar. Então porque não tentar.
Aí vem outras barrreiras que eu mesmo construí. Vou ter que pedir aos outros! Mais difícil ainda, pedir dinheiro!
Não imaginava o quanto seria gratificante encontrar um envelope sobre a minha mesa no trabalho, com uma contribuição em dinheiro dentro, minutos depois que passei um e-mail para o pessoal do trabalho, pedindo colaboração para uma ação de Natal. Mas o mais valioso para mim, não estava dentro do envelope, mas sim nas palavras escritas por um amigo.
"Paulo. Parabéns pela atitude!! Silva 17/11/10"
Isto foi uma injeção de coragem para vencer a minha vergonha de pedir.
Outra coisa positiva foi perceber que há a confiança em quem contribui. Além é lógico da vontade que as pessoas tem de ajudar aqueles menos favorecidos.
A idéia a ser posta em pratica é uma ação de Natal!
Aliando a vontade de navegar e de estar no mar, tracei meu rumo para uma das ilhas do litoral norte, Ilha do Búzios. Entregaremos lá presentes de Natal para as crianças e adolescente, assim como cestas básicas para as 54 famílias de lá.
Comecei então o levantamento de informações sobre as comunidades que vivem lá.
Através do rádio VHF, consegui manter contato com uma senhora que é a líder da comunidade da Ilha dos Búzios. Dona Ditinha. Ela me passou algumas informações básicas e também o telefone de uma das professoras de lá.
Liguei no dia seguinte para a Prof. Neide. Ela prontamente me passou o número de crianças e famílias da comunidade onde trabalha, comunidade Porto do Meio. Dias depois ela me colocou em contato com a Prof. Carla da comunidade de Guanchumas.
Essas duas professoras estão sendo fundamentais para que eu possa concretizar a ação.
Muito bem, então já tenho colega de trabalho que contribuirão para a compra de presentes para as crianças. Mas tenho ainda que estender os pedidos a outros conhecidos, para conseguir obter 54 cestas básicas.
Está sendo um pouco mais difícil conseguir os recursos para as cestas, mas estou disposto a fazer. E as cestas serão doadas na Ilha de Búzios! Palavra de teimoso!
Além dos presentes, vamos levar o Papai Noel para alegrar a criançada. O Noel será o Tonhão, meu amigo de longa data, que vem se transformando em Noel todo os anos. (Veja ele neste blog nos anos anteriores).
No último final de semana, dia 21/11, fui até a Ilha dos Búzios para ver de perto como faremos para organizar tudo.
Saí de Ubatuba às 07:00 h rumo a Búzios. Foram 4,5 horas de navegação à motor. O mar estava calmo e o tempo estável. Um dia lindo! Apesar de um leve nevoeiro nas primeiras horas do dia.
A Ilha dos Búzios está a 35 Km de Ubatuba. Mas a dificuldade está no desembarque para terra. è um costão rochoso, com o acesso por escadas feitas pelos locais. Se o mar tiver ruim, ninguém entra e ninguém sai.
Assim que cheguei no Porto do Meio, fui recebido pela Dona Ditinha, que foi até o local onde eu deveria desembarcar. Ela foi super atenciosa. Subi o morro e dei uma parada na casa dela para tomar uma água. Batemos um papo gostoso, para nos conhecermos melhor.
No caminho fui avaliando como seria a subida do Papai Noel. Não será nada fácil.
Dona Ditinha me falou um pouco das dificuldades do povo de lá. Não são poucas não! O povo não vive na miséria, mas passam apertados, quando falta o pescado e aquilo que plantam. Vivem também do artesanato, além da pesca e agricultura de subsistência. São pessoas boas de bons custumes e com valores morais.
Me encontrei também com a Prof. Neide e a Prof. Carla. Dois amores em pessoa! Elas me passaram todas informações que eu precisava. Além disso, constatei que a ação será bem vinda pelas crianças e moradores.
A escola é bem arrumada e organizada pela Prof. Neide.
Visitei a escola do Porto do Meio, que fica no alto do morro. Subi até uma pedra que dá um visual incrível da Ilhabela e do continente.Retornei para Ubatuba satisfeito com o que consegui obter de detalhes. Agora é por a mão na massa, para comprar os brinquedos e organizar o transporte das cestas básicas.

Bons Ventos.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

Rolex Ilhabela Salling Week – RISW - 2010

24 Julho 2010

Não sou velejador de regatas, mas não podia deixar para trás a desculpa de querer assistir a última prova da Semana de Vela de Ilhabela.Saí pela manhã de Ubatuba, como sempre sozinho, para um bate-volta para Ilhabela. Meu objetivo era de chegar lá na raia da regata, antes do início da prova.Me atrasei para a partida, porque tive que fazer um reparo no escapamento do barco. Foi necessário trocar uma abraçadeira do silencioso que havia enferrujado e quebrado.Serviço terminado, vesti o impermeável, ligue o motor e cai fora. Motorando é lógico.A previsão meteorológica era de chuva o dia todo. Porém com o mar calmo e pouco vento.Depois que passei pela Ilha do Mar Virado, encontrei um pingüim morto boiando junto com uns detritos. Me aproximei para ver se era mesmo um pingüim.

Infelizmente não foi o único pingüim que encontrei. Depois deste cruzei com mais dois outros mortos.

Soube pelos noticiários da TV que uma correnteza fria e forte trouxe vários pingüins para o litoral de São Paulo, mas infelizmente eles não resistiram a viajem e ao frio.

Então cruzei com mais um deles. Este por sua vez estava vivo. Muito cansado e fraco. Dava para perceber que ele estava nas últimas.

Tentei resgatá-lo, mas não consegui. Toda vez que eu tentar me aproximar, ele mergulhava para baixo do barco. Desisti, pois sozinho não dava para controlar o barco e alcançar o bichinho. Se eu tivesse um daqueles puçás de pesca, daria certo. Não quis arriscar abandonar o barco e utilizar o bote para “correr” atrás do pingüim.

Deixei o bichinho a deriva, contando com a própria sorte! Tomara que ele seja um vencedor e tenha sobrevivido.

Me atrasei para a chegada no local da regata. Dei sorte, porque a largada também havia atrasada.

Tentei ficar em um local que não atrapalhasse os competidores. E que competidores! Os barcos de ponta são hi-tech e os caras estão lá profissionalmente. Imagine um Mané atrapalhar uma disputa destas.

Os barcos velejam muito rápido. Levei um susto com a velocidade com que eles se aproximaram de mim. Acelerei o motor e caí fora da raia.

Me posicionei próximo de uma das bóias. Teu para ficar assistindo o espetáculo na área VIP.

Iniciei o retorno para Ubatuba, mesmo antes que a prova terminasse. Já estava satisfeito de regata. O importante era a viajem Ubatuba-Ilhabela-Ubatuba.

Aproveitei o ventinho favorável e icei velas.

Que delícia velejar! Que paz que é ouvir o vento passando pelas velas e o barulho da água batendo no casco. Bom, agora tem também o barulho do gerador eólico. Que não parou de funcionar durante a velejada.

Depois de umas 4 horas de viajem de retorno, cheguei no Saco da Ribeira ainda com a luz do dia.

Missão cumprida.

Bons Ventos.

domingo, 4 de outubro de 2009

Quando eu crescer, eu quero ser assim... O Inácio. Mas aquele do Kapiao!

03 e 04 de Outubro:

Depois da temporada de reformas, enfim... Barco na água, ânimo nas nuvens.


O Tukurá ficou pronto. Foi prá água na marra. Mas valeu a pena, ficou tudo como eu desejava.
Aproveitando o embalo decidi levar o Tukurá para uma temporada em Paraty.
Ajeitei as coisas para a viajar uma semana antes do feriado de 12 de outubro. Como tudo foi decidido na véspera, não deu para arrumar um tripulante para me acompanhar. Convidei meu amigo Rogério, do Sombra da Lua, mas ele não pode. Minha irmã também não teve como ir. O Fernandinho disse que ia, mas não apareceu na hora de sair de Mogi.
Fui na boa e velha companhia do nosso Papai do Céu!
Logo que cheguei no Saco da Ribeira encontrei o Sr. Inácio. O Inácio (fico a vontade para suprimir o Sr.) é um jovem de 77 anos, dono do veleiro Kapiao. Um barco de 27 pés que ele mesmo construiu. Um primor de veleiro. Comandante e barco valentes. Já viajaram juntos para Fernando de Noronha.
O Inácio é uma espécie de referência do que eu gostaria de ser quando eu me aposentar, digamos assim. Uma pessoa com uma jovialidade de dar inveja, aventureiro, simpático e cheio de sonhos para realizar.
Por coincidência o Inácio estava se preparando para zarpar para Paraty. Combinamos então sair juntos.

Foi um prazer poder navegar juntos. Tukurá e Kapiao.
Saímos no final da tarde do sábado. O mar estava calmo e tempo encoberto. A previsão do tempo indicava vento S/SW moderado, não passaria de 15 nós. Perfeito para uma tão desejada velejada de Ubatuba à Pararty (Será que alguém já conseguiu fazer isso um dia? - Eu nunca tive esta sorte).



A saída de Ubatuba foi no motor, pois não havia vento. Só depois de uma hora de navegação, começou a soprar um ventinho SE. Abrimos, Tukurá e Kapio, a genoa. Por mais uma horinha fui motorando, depois o vento aumentou e eu resolvi velejar. Icei a mestra e segui rumo a Ponta Grossa, velejando a 4 - 5 nós. Nisso o Kapiao me ultrapassou e seguiu distanciando-se do Tukurá. Quando anoiteceu, eu já não tinha mais certeza se uma luz de navegação na minha proa era do Kapiao. Aquela embarcação estava seguido rumo SE. Imaginei que fosse um dos barcos de pesca que estava a minha frente antes do anoitecer.
Chamei o Inácio pelo VHF, mas não consegui me comunicar com ele. Provavelmente algum problema em um dos rádios, não permitiu que nós dois trocássemos informações sobre nossas posições. Segui tranquilo, por que o Inácio tem experiência de sobra. Eu estava me posicionando pelo GPS e pelas referências que tinha dos morros e ilhas do continente.
O vento acabou. Não seria desta vez que eu conseguiria velejar no percurso Ubatuba - Paraty. Liguei a usina de vento, o motor Yanmar, e segui rumo a Ponta da Joatinga.
Durante a madrugada recebi alguns chamados do Inácio, pelo rádio, mas infelizmente não consegui falar com ele. Eu o ouvia muito bem, Porém ela não. Aliás, audição não é o ponto forte do Inácio!
Já não conseguia mais ver nenhuma luz de navegação, até por conta da má visibilidade. Quando eu estava a umas 5 milhas da Joatinga, lá pela meia noite, consegui informar minha posição para o Inácio pelo rádio. Acho que ele estava fazendo uma navegação errada e se afastou muito da costa. Depois disso, ele informou que havia acertado o rumo para a Joatinga,
Passei pela Joatinga por volta da 01:00 h. O sono começou a chegar. Eu dormi muito pouco na noite anterior e estava cansado. Meu plano era o de ancorar no Saco da Velha. Lá tem umas poitas do restaurante do Zizinho e é um lugar que eu tenho plotado no GPS. Poderia chegar a noite com muita segurança.
Ainda restavam umas duas horas até lá. O mar ficou mais calmo, porém a garoa ficou mais forte, prejudicando muito a visibilidade. Não dava para tirar aqueles cochilos rápidos de costume.
O sono foi apertando, apertando... Quando cheguei na entrada do Saco do Mamanguá, contornei a Ilha do Algodão por boreste. Era a opção mais longa, porém era a que eu tinha gravado no GPS. O sono estava pegando!
Às 02:30h peguei uma poita segura no Saco da Velha. Tomei uma dose da maravilhosa Cachaça do Sr.Toninho e fui dormir.
Acordei pela manhã com o barulho de uma lanchinha que passou próximo do Tukurá. Fiquei curtindo a meu berço por mais um tempinho, Foi dificil levantar. Preparei um café Três Corações e sai no convés para curtir o visual.

Fotos do Tukurá reformado.... e vamos lá para Paraty.


Pouco antes de zarpar, ouvi o chamado do Inácio. Eles ancoraram na Enseada do Pouso para dormir. Chegaram lá por volta das duas da manhã. Ou seja, quase duas horas depois que eu passei por lá. Custou caro para o Inácio a voltinha no sentido da África.

Saindo do Mamanguá



Ao fundo fica o Restaurante do Zizinho com uma prainha, quase que particular.


Por coincidência tornei encontra-los assim que saí do Mamanguá. Navegamos juntos até Paraty.


Grande Inácio e seu amigo Lopes! Um com 77 outro com cerca de 80 anos. Dá para encarar uma dupla dessas? Deus me dê uma saúde dessas para a minha 3a. idade.

O planejado era deixar o Tukurá lá na Marina Refúgio das Caravelas, onde já fiquei outras vezes. estava tudo combinado com o Aldo, o proprietário. Porém quando fui tratar com o gerente de lá, não o encontrei. Ele não estava. Foi um custo para conseguir falar com ele por telefone. Depois que uma moça de boa vontade da pousada o localizou, tive que insistir para que ele atendesse o telefone. Fiquei de saco cheio. Parecia que ele estava fazendo um favor.
Fui então na marina ao lado, Pier 46. Fui muito bem atendido pelo Marcos, que é o responsável pela marina. Negociei um preço razoável e atraquei o Tukurá no pier.



Dei aquela arrumada no Tukurá e retornei de buzão para Ubatuba.

Bons ventos e até a próxima.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

As expectativas, a frustração e a recompensa.

Agosto e Setembro de 2009:

Quando geramos expectativas sobre algo ou alguém, corremos o risco de ter que lidar com a frustração. Vencer a frustração requer persistência, tolerância e paixão.

Fazer uma reforma em um barco, por menor que seja, é uma proeza. Não é a toa que dizem que um barco tem alma. Uma espécie de pessoa. E lidar com gente não é fácil.

Quem tem um barco sabe do eu estou falando. Parece que é uma pessoa. Um amigo, uma paixão, uma companheira (o).

Quando temos alguém assim, tão importante, nos preocupamos. Queremos o melhor para ela. Desejamos ter esse “alguém” brilhando, realizado, bonito, perfeito, satisfeito!

Mas assim como acontece com pessoas, as vezes, nossas expectativas e desejos não se realizam como queremos. Ou não as realizamos.

Idealizamos o perfeito, mas não sai assim. Ai vem a frustação.

Mas temos que saber vencer as dificuldades e encontrar a forma correta de fazer o resultado aparecer como queremos. Precisamos ser teimosos e persistentes. As vezes rígidos e as vezes malháveis. Assim como fazemos no nosso dia-a-dia... com nossa (o) companheira (o), com nossos filhos, em nosso trabalho... Temos que superar nossas limitações de compreender e aceitar que as coisas e pessoas não são perfeitas. Temos que aceitar sem exigir a perfeição. Pois estamos ligados a isto pelo nosso sonho, pela nossa paixão, ou pela simples dependência.

Fiquei frustrado por que quando fui visitar a reforma, vi tudo muito feio. Porém o estado do Tukurá estava muito bom, depois dos seus 22 anos de idade.



Após dois meses de chuvas o resultado começou a aparecer.


Aquelas marcas de massa plástica, aqueles buracos, aquela papelada cobrindo as partes com fita crepe, desapareceram. Assim como, aqueles dias negativos da vida que acambam ficando pertencendo ao passado.

Agora a nova pintura começa a brilhar, como forma de antídoto contra o meu desânimo. Um brinde para quem está no meio de uma reforma náutica.


Aproveitei a chance para fazer algumas manutenções preventivas. Troquei todas as bocais de tomada d´água, registros do casco, mangueiras e conexões hidráulicas. Também foi trocado a bucha do eixo e eletrodos de sacrifício. Essas coisas dependem do barco fora d´água.


O novo look do Tukurá não será tão diferente do anterior. Apenas modifiquei um pouco as faixas. Eliminei as faixas superiores e pintamos duas faixas finas na linha d´água. O adesivo do nome continuará igual ao anterior.






Espero que a próxima postagem seja para mostrar o barco na água. Prontinho!

“Saber se vale a pena! Só fazendo e assumindo o risco de não dar certo ou a ter chance de celebrar o resultado depois. Melhor do que enfrentar a dúvida de não ter tentado”.

Bons Ventos